Acontece que é sempre assim. Arte é amor dolorido, e é preciso um bocado de tristeza prum samba se fazer... dizem. Fato é que a alegria que me inspira ao dia a dia não se exprime em letras (musicadas ou não). Ela não quer ser dita, quer só ser vivida.
É injusto. (a vida é injusta!!!) HAHAHA Injusto porque se eu posso ler-me triste, deveria ter a obrigação de ler-me alegre. De relembrar com sorrisos das/com as minhas entrelinhas, que sempre me contam tudo. Justo é meu futuro ser capaz de avaliar a boa parte da empolgante redescoberta não com os períodos de lacunas textuais.
Ontem foi muito bom. Grandes amigos re-conhecidos despertam tb a dimensão da alegria de novos eus. Ou antigos eus de volta. Ou de eus que sempre tive, mas que nunca estiveram.
Todos os dias têm sido bons.
Será que dizer isso deveria doer?
(mas não dói)
=)
(ao som da LINDA Estate, John Pizzarelli, que começou a tocar no momento exato da inspiração, e que sempre vai me dar um nó na garganta, aperto no peito, água nos olhos, de tão linda de ouvir. "Tornerà un'altro inverno, cadrano mille petali di rose, la neve coprirà tutte le cose, e forse un po di pace tornerà.")
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