quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Música e arquitetura (?)

É engraçado como a gente se submete a certas coisas... Discutir do menor pro maior problema pode ser até o modo certo em certas situações... de pouquinho em pouquinho se resolve o todo. Mas não é sempre.
É como pensar o urbanismo partindo do brise.
É como reclamar de uma nota no meio de toda a música. Tudo bem, a nota certa transforma a música, e ela tem que ser feita a partir da certa seqüência, ausência, variações e ajustadas sucessões de notas. Mas se a música toda tá uma merda, por que é que as pessoas insistem em uma nota só?
A solução mais lógica é mudar de música, e não insistir naquela mesma... é partir de outro ponto de largada.
Mas o ser humano insiste em ser um desastrado cabeça-dura. Tudo tem que ter uma solução em si, e não fora. E de dentro, ele não enxerga a própria enrascada. Enxerga a do amigo, pura e simplesmente na mesma harmonia musical. Até aconselha a nota certa... pra si mesmo, e que não consegue tocar.
Que tal mudar de lote? As vezes o problema é que você quer sempre aplainar tudo, modernista, apaziguar os desníveis. Pois você pode acabar criando seus próprios problemas, como Le Corbusier com sua laje plana da Villa Savoye que fez o garoto-Savoye pegar pneumonia de tanta goteira que tinha em seu quarto. Inovador... mas você quer fazer um marco da arquitetura, um museu para todos visitarem, ou uma casa para aquela família morar? Você consegue juntar tudo e fazer funcionar?
É difícil conseguir cuidar de todas as variantes, alcançar todos os tons. Todos têm seus limites. Os meus limites musicais eu não sei, os arquitetônicos não sei, os humanos... será que sei?
Eu gosto dos limites, não me convém extrapolá-los. Minha pré-adolescência já passou. E sempre me encontro a criticar a ilimitabilidade dos sem-fronteiras. Pode ser inveja, ciúme, uma simples visão diferente do mundo? Cada um é um, e cada um responde de uma maneira diferente a essa (e outras) perguntas, dependendo do que viveu, do que conhece.
No entanto, não ousarei aceitar que amanhã de manhã projetemos brises. Convenhamos, botar todos os prédios virados pra sul porque você quer que o seu super-ultra-brise-inovador seja a linha-guia? (e o pior é que eu acho que muitos vanguardistas podem ter partido de idéias chulas... porém, sinto muito, não vem ao caso.) Não. Não vou fazer blocões de tijolinhos.
Se eu aprendo com vocês, aprendam comigo. Chega dessa lenga-lenga de não lutar pelo próprio modo de pensar, de agir, de fazer, de ser.
Pelo menos nesse aspecto da vida, já que tanto me apego a dós e s(e/i)s em outros..

Um comentário:

Lili disse...

mmm... que revolta é essa com os brises? que aula é essa?

sobre essa história de ir pro geral pros detalhes tva pensando bem nisso pq tva vendo meu banheiro do PA3 (achei num backup do meu pai) e dava pra melhorar mto o geral do projeto, sendo que eu detalhei altas paradas tipo a roldana da porta do box... sendo q não mostrava os tais detalhes com o detalhes... mas eles tvam lá poluindo o desenho.
...
juventude, enfim. aha.

=*